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notícias

2007-09-03
«»Processos«»

GPS ganha função de folha de ponto

por Rodrigo Martin de Macedo
Funcionário de escola de Nova York pode ser demitido por informação de GPS que mostra seus hábitos de sair mais cedo.

O sistema GPS embutido em um telefone pode ser o fator decisivo para a demissão de um funcionário de uma escola em Nova York, após dados mostrarem seus hábitos de sair do trabalho horas antes do combinado.

John Halpin, de 21 anos, é um carpinteiro supervisor que recebe US$ 300 ao dia por seu trabalho em tempo integral. Entretanto, com ajuda do sistema de rastreamento de seu celular, a escola descobriu que entre o período de 2 de março a 9 de agosto de 2006, Halpin teria saído mais cedo do trabalho 83 vezes, chegando à diferença de mais de três horas do horário exigido.

O telefone delator era de propriedade do município e suas capacidades GPS teriam sido ativadas após a folha de ponto de Halpin levantar suspeitas. O caso levanta preocupações, pois abre precedentes para a quebra de privacidade: o supervisor não teria sido informado que o recurso de rastreamento poderia ser ligado.

Ao contrário de muitos outros colegas, que se recusam a aceitar o telefone da prefeitura, Halpin teria aceitado a oferta por gostar das funções de seu aparelho. O acusado questionou a credibilidade dos dados, mesmo que estes também mostrem que em diversas ocasiões ele tenha começado a trabalhar horas antes do previsto.

A juíza Tynia Richard, que recomendou a demissão de John Halpin, afirmou que o funcionário não precisaria ter sido alertado da possibilidade de rastreamento, já que o departamento de educação não deve notificar qualquer método possível para avaliar a conduta de seus empregados.

Halpin foi afastado e aguarda para saber se a recomendação da juíza será seguida ou não. O caso foi noticiado nos sites New York Post e TG Daily.