Os pais de uma jovem que cometeu suicídio após ter sido estuprada por um homem que conheceu no MySpace está processando a popular rede social na corte de Dallas, no estado americano do Texas, sob a alegação de que o site tinha conhecimento sobre estupros cometidos por criminosos que iniciavam conversas com as vítimas a partir da rede social, e falhou ao não implementar medidas de segurança para prevenir que crimes do gênero ocorressem novamente, informou o site Daily Tech.
Julie Doe, de 14 anos, iniciou uma relação "cibernética" com Kiley Ryan Bowers, de 30 anos, em 2005. Após as conversas online, o encontro resultou na violência sexual. Ainda segundo o artigo, meses depois Bowers terminou o relacionamento com a adolescente, que caiu em depressão e se matou em julho de 2006. A carta deixada pela jovem informava que o fracasso desse relacionamento foi um dos motivos do suicídio, segundo o site Dallas News.
"O MySpace sabe que é um porto seguro para predadores sexuais, mas ainda assim não cria nenhuma medida de segurança para proteger as jovens. Pensamos que o direito do MySpace de se beneficiar com a rede vem com a responsabilidade de proteger seus clientes", disse o advogado da família da adolescente, Jason Itkin, ao Dallas News, que revelou que cerca de 29 mil agressores sexuais possuem perfis no MySpace.
No início do mês, o Daily Tech noticiou o suicídio de outra jovem, Megan Meier, de 13 anos, após um criminoso atormentá-la no MySpace, lembrando que o Facebook também é alvo de vários processos do gênero.
Bowers foi condenado no início de 2007 a nove anos de prisão por manter relações sexuais com uma menor.