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2007-12-07
«»Serviços«»

Evento inglês comemora 15 anos de SMS

por Rodrigo Martin de Macedo
As populares mensagens de texto via celular foram tema de evento e debates de como devem evoluir.

Especialistas da indústria de telefonia celular se reuniram na terça-feira (04/12) em um evento inglês de celebração dos 15 anos da criação da mensagem de texto via celular, ou SMS.

Segundo o site IT Pro, além de celebrar, executivos de grandes empresas inglesas do ramo discutiram a evolução das mensagens de texto.

Kevin Wood, CEO da Airwide Solutions que esteve envolvido nas primeiras mensagens de texto enviadas a partir de celulares, afirmou que entre os bilhões de usuários de celulares espalhados hoje pelo mundo, há apenas a certeza de que eles podem ligar e enviar mensagens de texto.

"Do início humilde não poderíamos saber o impacto que teria nas comunicações... Ela mudou fundamentalmente a maneira que o mundo se comunica. Quinze anos é muito tempo, ainda assim a SMS é uma tecnologia relativamente jovem", comentou Wood.

Em estatísticas recentes da organização inglesa Mobile Data Association (MDA) foi revelado que, apenas na Inglaterra, 1 bilhão de mensagens em texto é enviado toda semana. Um de seus diretores, Mike Short, acredita que a SMS tem muito campo para evoluir, mas deve manter sua simplicidade.

Atualmente, o uso principal das mensagens SMS é feito pelo consumidor final, quando não há meios de enviar um email. Contudo Short acha que as empresas em particular poderão aproveitar as curtas mensagens como uma ferramenta CRM, ou seja, de gestão de relacionamento com clientes.

"A indústria ainda está lutando para encontrar novos serviços que são quase tão populares e rentáveis quanto as SMS de 15 anos", comentou John Delaney, analista da Ovum, que acredita que os princípios básicos de simplicidade, onipresença e facilidade de uso devem ser seguidos para que um novo serviço seja bem sucedido em grande escala, como o SMS é hoje.

Paul Gill, gerente de produto da Vodafone, acha que o futuro da SMS está nas mãos dos consumidores. São eles que decidirão se o SMS continuará forte ou desaparecerá, de acordo com a forma que escolherem para se comunicar.