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notícias

2009-02-13
«»Vírus«»

Conficker afeta sistema judiciário do Texas e marinha francesa

por Rodrigo Martin de Macedo
Vírus com alta capacidade de disseminação fez duas novas e importantes vítimas.

O vírus Conficker, que ficou famoso por se alestrar rapidamente pela internet no início de 2009, andou meio desaparecido da mídia. Nesse meio tempo, todavia, não parou de causar danos, tendo infectado o sistema de justiça de Houston e computadores da marinha francesa.

O Sydney Morning Herald, relatou que o sistema do tribunal de Houston, nos Estados Unidos, teve que fechar na tarde de sexta-feira, dia 6 de fevereiro, depois que o vírus se alastrou pelos servidores que continham os dados.

As operações do tribunal foram canceladas até que a situação esteja normalizada, previsto para acontecer hoje, dia 12 de fevereiro, pela manhã. Embora multas possam ser pagas, julgamentos estão suspensos e devem ser remarcados.

Na França, o malware atingiu os computadores militares em meados de janeiro, impedindo que três aviões decolassem, já que estavam incapazes de carregar os planos de vôo a partir do servidor. Neste caso, o problema foi contornado pelo uso de tecnologias como telefonia, fax e correio, noticiou o site BetaNews.

O Conficker utiliza uma vulnerabilidade em servidores Windows desatualizados. Estatísticas conservadoras divulgadas em janeiro estimavam que o vírus tivesse infectado entre 10 e 15 milhões de máquinas pelo mundo inteiro. Embora até o momento não cause nenhum dano além de afetar o sistema de login em redes, acredita-se que a ameaça possa fazer parte de um plano maior, como a criação da maior botnet do mundo.

Zumbis e botnets

Além do medo tradicional de que o hacker obtenha informações do próprio usuário, invasões a computadores domésticos estão sendo usadas pelos cybercriminosos para um mal maior.

Botnets são redes formadas por computadores infectados por vírus especiais capazes de torná-los "zumbis". Uma vez infectado, um "zumbi" pode ser controlado à distância por pessoas ou organizações criminosas.

Todos os zumbis podem ser controlados ao mesmo tempo e de forma coordenada. Isso pode ser usado para enviar spam com abrangência global e até mesmo para atacar a infraestrutura de internet de países inteiros.

Hoje em dia, estima-se que o interesse dos criminosos digitais pelos dados de um usuário doméstico seja muito pequeno. A grande motivação desses hackers é formar uma espécie de "exército zumbi" para poder atacar instituições maiores, sejam empresas ou governos.